Contemplada com edital da Fapergs, a Uergs desenvolverá pesquisa para aprimorar estratégias de resiliência climática no RS
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Uma pesquisa desenvolvida na Uergs vai reunir e sistematizar as experiências dos municípios do Rio Grande do Sul que decretaram situação de calamidade pública no enfrentamento das enchentes de maio de 2024. O objetivo é usar esses dados na elaboração de instrumentos para aprimorar a capacidade de resiliência local e de resposta a eventos extremos, com base em princípios e documentos internacionais. O projeto foi contemplado com R$300 mil de um edital específico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs) voltado a desastres climáticos.
O projeto da Uergs foi elaborado e será conduzido por uma equipe do Grupo de Pesquisa em Políticas, Gestão Pública e Desenvolvimento (PGPD) da Universidade, sob a coordenação do professor Marc François Richter.
A coordenadora do PGPD, Ana Carolina Tramontina, explica que a pesquisa envolve a avaliação dos planos municipais de prevenção e mitigação de desastres para verificar se a elaboração desses planos seguem os princípios internacionais de resiliência. Além disso, serão realizadas entrevistas e grupos focais com representantes dos 95 municípios que decretaram calamidade pública em razão das enchentes de maio de 2024. O trabalho conta com o apoio da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).
Isso permitirá que as principais práticas de planejamento e articulação local sejam descritas, além de identificar de que forma os planos de prevenção e mitigação de desastres foram aplicados na resolução de problemas decorrentes de eventos climáticos. De acordo com Ana Carolina, a disseminação dos resultados da pesquisa e os instrumentos elaborados a partir desse trabalho contribuirão para fortalecer o desenvolvimento da resiliência local e regional.
A pesquisa será conduzida pelos(as) professores(as) da Uergs Ana Carolina, Estéfani De Deus, Marta Prestes e Marc Richter. Também integram a equipe Clara Natália Steigleder, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rodrigo Melz, do Instituto Federal da Fronteira Sul (IFSul), Andrea Pandolfo, mestra em Ambiente e Sustentabilidade pela Uergs e Lisandro Abulatif, doutorando da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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